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Programação de Fevereiro Centro Cultural São Paulo: CONVERSAS EM GONDWANA

CONVERSAS EM GONDWANA

Artistas brasileiros e sul-africanos em diálogo visual com curadoria de Juliana Caffé e Juliana Gontijo


Gondwana é o nome do supercontinente que há 200 milhões de anos reunia as massas continentais do que hoje chamamos América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia. Ao fazer alusão a este passado geológico distante, o projeto Conversas em Gondwana intensifica o fluxo de práticas e pesquisas entre artistas, curadores e pesquisadores da região, caracterizada por uma conexão geográfica perdida - e uma história explicitamente interligada.

Assim, Conversas em Gondwana é uma plataforma de pesquisa e experimentação em arte contemporânea entre países do Sul. Para a primeira edição do projeto, as curadoras Juliana Caffé e Juliana Gontijo convidaram cinco duplas formadas por artistas da África do Sul e do Brasil para se corresponderem durante um ano sobre temas de interesse mútuo.

Essas trocas resultaram na criação de obras colaborativas inéditas que serão expostas no Centro Cultural São Paulo entre 7 de fevereiro e 7 de abril de 2019. As duplas são formadas pelos artistas Aline Xavier e Haroon Gunn-Salie; Ana Hupe e Gabrielle Goliath; Clara Ianni e Mikhael Subotzky; Daniel Lima e Ismail Farouk; Paulo Nimer Pjota & Siwa Mgoboza. Partindo da perspectiva pós-colonial, seus trabalhos propõem repensar a história, questões de identidade, gênero e dinâmicas urbanas de exclusão.

Todos os artistas sul-africanos virão ao Brasil para o desenvolvimento e ativação das obras em parceria com seus respectivos parceiros brasileiros. Além do intercâmbio e da residência oferecida aos artistas, Conversas em Gondwana também apresenta uma programação pública que inclui uma série de conversas abertas e performances.

A exposição conta ainda com uma seleção de trabalhos intitulada Arquipélago, de que fazem parte Cinthia Marcelle e Jean Meraan, Kemang Wa Lahulere, Marcelo Moscheta, Penny Siopis, Renata de Bonis e Thiago Rocha Pitta.

Como se fossem ilhas, estas obras estabelecem relações de proximidade com os conceitos desenvolvidos pelas duplas e perpassam questões levantadas pelo projeto, ampliando a dimensão colaborativa intrínseca às Conversas em Gondwana.

A realização é do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Cultura.

Para falar mais sobre o projeto:

Ludimilla Fonseca
fonsecaludimilla@gmail.com
(11) 95304 - 0689

Juliana Gontijo
juligontijo@gmail.com
(21) 98833 – 2821

Juliana Caffé
jucaffe@gmail.com
(11) 99950 – 4992


Muito Futuro Para uma Só Memória,
Ana Hupe

Ana Hupe (Rio de Janeiro, 1983) vive entre Rio de Janeiro e Berlim. Sua pesquisa localiza-se na fronteira entre escrita e artes visuais e atravessa situações sociais ligadas a práticas de descolonização e fluxos migratórios, reunindo uma contra-memória do arquivo colonial. Ela experimenta modos analógicos e digitais de ler e escrever fronteiras geopolíticas, práticas de descolonização, territórios utópicos e leis de cidadania. Ana é doutora em artes visuais pela UFRJ, tendo feito um ano de pesquisa na Universität der Künste (Berlim, 2015). Entre as exposições realizadas, destacam-se: Malungas, na Gallery Mario Kreuzberg (Berlim) e no Paço das Artes (São Paulo, 2017); Muito futuro para uma só memória, Fundação Joaquim Nabuco (Recife, 2017); Leituras para mover o centro, CCBB-RJ (Prêmio CCBB de Arte Contemporânea, 2016). http://cargocollective.com/anahupe


Ao MarReturn of the Amersfoort,
Aline Xavier e Haroon Gunn-Salie

Aline Xavier (Belo Horizonte, Brasil, 1984) é uma artista envolvida em pesquisas interdisciplinares, colaborativas e conduzidas por processos. Tem pós-graduação em Arte Contemporânea na PUC/MG e Instituto Inhotim(2010) e graduação em Federal de Minas Gerais (2006). Suas obras foram exibidas em instituições como a Mohsen Gallery no Irã, Goodman Gallery na África do Sul, Marta Moriarty Gallery na Espanha, Centro Georges Pompidou na França, Cinemateca do Uruguai no Uruguai, Itaú Cultural, Container Art, Oi Futuro, Centro Cultural Banco do Brasil, Gasômetro, Centro Cultural FIESP, SESC, Mostra de Cinema de Tiradentes, no Brasil. Os prêmios recebidos incluem o 19º Prêmio Videobrasil (2015), Prêmio Especial do Júri no 13º Festival de Cinema de Vitoria (2008) e Prêmio Especial do Júri no 8º Festival de Cinema de Goiânia (2008). Atualmente vive entre Brasil e África do Sul. Haroon Gunn-Salie (Cidade do Cabo, África do Sul, 1989) enfoca as formas de colaboração na arte contemporânea com base no diálogo e no intercâmbio social. Gunn-Salie completou sua graduação em escultura na Escola de Belas Artes Michaelis da Universidade de Cape Town em 2012. Sua exposição Witness apresentou trabalhos site-specific sobre questões ainda não resolvidas relacionadas a remoções forçadas durante o apartheid, trabalhando com residentes veteranos do Distrito Seis e traduzindo histórias orais da comunidade em intervenções e instalações artísticas. Seu trabalho foi exibido em exposições e projetos significativos, como: After the Thrill is Gone (2016/2017), Simon Castets, e o projeto 89-plus de Hans Ulrich Obrist, Making Africa: A Continent of Contemporary Design, no Vitra Design Museum e no Museu Guggenheim de Bilbao (2015); What Remains is Tomorrow, no Pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza (2015). No 19º Festival de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil em 2015, recebeu o Prêmio SP-Arte / Videobrasil. Haroon Gunn-Salie atualmente vive entre Joanesburgo e Belo Horizonte.


Capa Morada,
Cinthia Marcelle e Jean Meeran

Cinthia Marcelle (Belo Horizonte, Brasil, 1974) destacou-se em 2003 quando contemplada com a Bolsa Pampulha e selecionada para o programa de residência Very Real Time, Cidade do Cabo, onde desenvolveu sua primeira série fotográfica, Capa Morada, exibida na IX Bienal
de Lyon (2007). Entre 2004-2005, produziu vídeos de inserções no circuito urbano, dentre eles, Confronto, premiado na V Mostra do Programa de Exposições do CCSP (2005), exibido na IX Bienal de Havana (2006) e na coleção MAM na Oca (2006). A partir de 2006, projetou-se internacionalmente quando tirou o primeiro lugar no International Prize for Performance of Trento (2006). Nos anos seguintes, sua pesquisa voltou-se para a invenção de imagens de síntese como no vídeo Fonte 193, exibido no Panorama da Arte Brasileira (2007-2008) e na Nova Arte Nova (2008). https://galeriavermelho.com.br/artista/87/cinthia-marcelle
Jean Meeran (Pietermaritzburg, África do Sul, 1973) é artista e produtor criativo de filmes na Team Tarbaby, um coletivo de artistas, cineastas e músicos da Cidade do Cabo e Cidade do México. Possui mestrado em cinema pelas Universidades da Cidade do Cabo e de Nova York. Entre os projetos desenvolvidos destacam-se o Binger Lab em Amsterdã, Produire Au Sud, MNET New Directions, Hot Docs-Blue Ice e Rotterdam Producers Lab 2015. Os prêmios de bolsas acadêmicas incluem a Fulbright e a Mellon Foundation. Os prêmios incluem Goteborg Best Pitch Sithengi 2001 (PIG), FNB-Vita 1999 (PIG), Festival Mundial de Cinema da Cidade de Newporters 2005 (Katechetik), Comitê AVA e Prêmio da Crítica 2007 (The Brown Europe Pageant / Round One) e IDFA Most Promising Prêmio Doc Durban FilmMart 2013 (Kom Haal My). Entre as exposições destacam-se as das Galerias Goodman e Bell-Roberts, National Gallery SA, e o Whitman Independant. Expôs na Galeria Vermelho, São Paulo, Contraditório, Madri, Lyon Bienalle 2007 e Spier Contemporary 2010. https://teamtarbaby.wordpress.com/85-2/


Equalizador para Horizontes Distantes,
Marcelo Moscheta

Marcelo Moscheta (São José do Rio Preto, Brasil, 1976). Um fio condutor na obra de Moscheta é a grande fascinação que tem pela natureza, assim como a sua disposição aberta à viagem e o enfrentamento com os elementos retirados da paisagem. Essa experiência de viajar e conviver em ambientes agrestes despertou seu interesse em retratar a memória de um lugar, elaborando um procedimento de classificação similar ao arqueológico e que questiona, por meio da arte, as fronteiras do território, da geografia e da física. Destacam-se em seu currículo as exposições individuais 1.000 km, 10.000 anos (2013), na Galeria Leme e a instalação Contra.Céu (2010) realizada na Capela do Morumbi. Comissionado pela 8 Bienal do Mercosul (2011), realizou sua pesquisa em toda a extensão da fronteira entre Brasil e Uruguai. Também em 2011 participou de residência artística à bordo de um veleiro em Spitsbergen, no Pólo-Norte, resultando na exposição NORTE (2012), realizada no Paço Imperial. Em 2010 foi ganhador do I Prêmio Pipa Júri Popular, com exposição no MAM Rio de Janeiro. Em 2009 foi premiado na Bienal de Gravura de Liège e fez residência em Vila Nova de Cerveira para a Bienal de Portugal, tendo participado também da 4a. edição do Rumos ItaúCultural. http://www.marcelomoscheta.art.br


Todas as Terras,
Renata de Bonis

Renata De Bonis (São Paulo, Brasil, 1984) vive e trabalha entre São Paulo e Maastricht. Atualmente está concluindo seu doutorado em Processos e Procedimentos em Arte Contemporânea na UNESP, São Paulo. Em seu trabalho existe a necessidade tornar evidente o que é aparentemente invisível, esquecido e insignificante, como um canal de reflexão em meio ao imediatismo de nossos estilos de vida acelerados dentro do antropoceno. Suas manobras sugerem e constroem uma variedade de estratégias estéticas e soluções formais que vão desde investigações esculturais a peças sonoras investigativas e efêmeras em paisagens sublimes e ecologias estéticas; desde a apropriação de fragmentos de flora, desde geografias específicas embutidas em determinadas narrativas até o uso de materiais reaproveitados para construção civil; de pinturas orientadas pelo tempo para impressões que se utilizam da cianotipia; tudo em uma tentativa de desencadear estados contemplativos de percepção para o espectador em meio à atmosfera hiper-imediata da experiência humana contemporânea competitiva. http://renatadebonis.com


Ancient Smile,
Paulo Nimer Pjota

Paulo Nimer Pjota (São José do Rio Preto, Brasil, 1988) atualmente vive e trabalha na cidade de São Paulo, onde é representado pela Galeria Mendes Wood DM. O trabalho de Pjota se concentra num estudo profundo sobre iconografia popular. Seu interesse é, sobretudo, pelos mecanismos e processos que produzem, editam e difundem manifestações humanas numa época de internet e ultra comunicação. Suas obras carregam uma seleção de imagens, cores, símbolos e suportes que dialogam com princípios socioculturais emergentes próprios a regiões periféricas. Através de pequenos resquícios objetuais, arquitetônicos e simbólicos, costumeiros a estas localidades, investiga as estreitas relações entre cultura e sobrevivência e como estas permeiam a estética e a vida. http://paulopjota.com




CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, estação de metrô Vergueiro. Tel: (11) 3397-4002. Acesso para deficientes físicos. Dispõe de restaurante e café; não dispõe de estacionamento ou local para fumantes. Clique aqui para mais infos