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Instituto Tomie Ohtake lança: Prêmio Territórios - Ideias sobre Educação Integral e a relação escola território

Publicação discute o papel da educação integral e sua relação com a cultura e os territórios no fortalecimento de uma sociedade democrática

Iniciativa do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e com patrocínio da Estácio e da Uber, o Prêmio Territórios, que está em sua 4ª edição, lança sua primeira publicação: Prêmio Territórios - ideias sobre educação integral e a relação escola território, com o apoio da Fundação SM.

O Prêmio Territórios é realizado pelo Instituto Tomie Ohtake desde 2016 com o objetivo de mapear e reconhecer os projetos escolares que, a partir da concepção de uma educação integral, criem vínculos com os territórios da cidade de São Paulo nos processos de aprendizagem dos estudantes.

A publicação, além de delinear a trajetória e o impacto do Prêmio Territórios na formação de educadores ao longo de seus quatro anos, convida profissionais renomados das áreas da cultura e educação para contribuírem com suas reflexões sobre a importância da relação escola-território na formação integral dos estudantes.
Participam da publicação: Beatriz Goulart, Bernardo Toro, Dayana Araújo, Felipe Arruda, Grupo Contrafilé, Helena Singer, Javier Palop Sancho, Macaé Evaristo, Maria Antônia Goulart, Marieta Colucci, Muniz Sodré, Natacha Costa, Natame Diniz, Pilar Lacerda, Raiana Ribeiro, Ricardo Ohtake, além da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e de professores e estudantes selecionados pelo Prêmio Territórios.

A publicação pode ser baixada gratuitamente pelo link: premioterritorios.institutotomieohtake.org.br

Para o lançamento (online) serão feitas três conversas acerca das temáticas norteadoras desse material: DEMOCRACIA, EDUCAÇÃO INTEGRAL E TERRITÓRIO.
"A intenção é discutir o papel da educação integral e da sua relação com a cultura e os territórios no fortalecimento de uma sociedade democrática, recuperando preceitos da educação integral e suas aplicações nesse momento desafiador de pandemia e de ameaça a direitos fundamentais no Brasil.", comenta Felipe Arruda, organizador da publicação e diretor do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto Tomie Ohtake.

Voltado a escolas e professores da rede pública municipal de São Paulo, o Prêmio Territórios busca dar visibilidade a projetos escolares que explorem as diversas potencialidades da cidade, promovendo ações que aconteçam intra e/ou extramuros, que sejam exemplares na perspectiva de uma educação integral e que tenham a cultura, em sua ampla diversidade, como eixo central. Já foram premiados 40 projetos em todas as regiões de São Paulo, e cada um deles conta com um documentário que é possível assistir pelo link: http://premioterritorios.institutotomieohtake.org.br/resultados/

CALENDÁRIO DAS LIVES:

LIVE 1 - 21/JUL (terça-feira) - 16h às 18h
Convidados: Macaé Evaristo, Pilar Lacerda e Ricardo Ohtake
Participação especial: Bernardo Toro

LIVE 2 - 28/JUL (terça-feira) - 16h às 18h
Convidados: Helena Singer, Natacha Costa e Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Participação especial: Tania Uehara

LIVE 3 - 4/AGO (terça-feira) - 16h às 18h
Convidados: Beatriz Goulart, Maria Antônia Goulart e André Gravatá
Participação especial: Coletivo Contrafilé
O link da live estará disponível no dia do evento nas redes do Instituto Tomie Ohtake.

Bios dos participantes:

Macaé Evaristo
Professora efetiva da rede municipal de ensino de Belo Horizonte desde 1984, atuou também como professora formadora e coordenadora do programa de implantação de escolas indígenas de Minas Gerais entre 1997 e 2004. De 2005 a 2012, na Secretaria Municipal de Educação (SMED) de Belo Horizonte, foi gerente de articulação da política educacional, secretária-adjunta e secretária de Educação, sendo uma das responsáveis pelo programa de educação integral do município, o Escola Integrada. Foi secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, e de 2015 a 2018 assumiu a Secretaria de Educação do estado de Minas Gerais, sendo a primeira mulher negra a ocupar um cargo de primeiro escalão no governo do estado.

Pilar Lacerda
É graduada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG, 1979) e especializada em Gestão de Sistemas Educacionais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais (2001). Foi professora de História na educação básica (1976 a 2001), diretora do Centro de Formação dos Profissionais da Educação da Prefeitura de Belo Horizonte (1993 a 1996), secretária de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte (2002 a 2007), presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação Undime, 2005 a 2007) e secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (2007 a 2012). Atualmente é diretora da Fundação SM Brasil.

Ricardo Ohtake
Formou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e teve escritório de design gráfico durante 50 anos, abrangendo identidade visual, atividades culturais e, principalmente, projetos editoriais e gráficos de livros de arte. Foi professor de diversas faculdades de arquitetura, de comunicações e de artes plásticas entre 1968 e 1983. Ocupou cargos na administração pública, dentre os quais: primeiro diretor do Centro Cultural São Paulo (CCSP), diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, diretor da Cinemateca Brasileira, Secretário da Cultura do Estado de São Paulo e Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente (São Paulo). É o presidente da Associação Nacional de Entidades Culturais (ANEC), ocupou a Cátedra "Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência" do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP em 2017, e preside o Instituto Tomie Ohtake

Bernardo Toro
É diretor da Fundação Avina (Colômbia) e Membro do Conselho Internacional do Instituto Ethos (Brasil). Até 2018, foi coordenador da Superintendência de Cidadania do Fundo de Investimentos para a Paz (FIP) da Presidência da República da Colômbia. Foi presidente do "Long Live Citizenship", acordo da sociedade civil para o desenvolvimento da Constituição colombiana, bem como do Centro Colombiano de Responsabilidade Corporativa (CCRE) e da Confederação Colombiana de ONGs (CCONG). Fundou e dirigiu por 11 anos a revista Education Today, Latin American Perspectives, foi professor visitante do OISE da Universidade de Toronto (Canadá) e decano acadêmico da Faculdade de Educação da Pontificia Universidad Javeriana (Colômbia). Foi consultor temporário do Unicef, do Banco Mundial e do BID para a América Latina nas áreas de Educação, Comunicação e Mobilização Social. É doutor honoris causa da Universidade Nacional de Cuyo (Mendoza, Argentina), mestre em Pesquisa e Tecnologias Educacionais pela Universidade Javeriana (Colômbia), graduado em filosofia pela Universidade de San Buenaventura (Bogotá), e estudou Matemática e Física na Universidad de Quindío (Colômbia). Em diferentes períodos foi professor universitário e assessor dos Ministérios da Educação e das Comunicações na Colômbia, no Brasil e no México, entre outros países. É Senior Fellow (2002) do Synergos Institute de Nova York.

Helena Singer
É líder da Estratégia de Juventude da Ashoka para a América Latina, membro do Conselho Municipal de Educação de São Paulo (CME-SP) e do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Foi assessora especial do ministro da Educação (2015). Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) com pós-doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é autora de República de crianças: sobre experiências escolares de resistência (Mercado de Letras, 2010) e organizadora da coleção Territórios Educativos: experiências em diálogo com o bairro-escola (Moderna, 2014), entre outros livros e artigos sobre educação e direitos humanos publicados no Brasil e no exterior.

Natacha Costa
É diretora geral da Associação Cidade Escola Aprendiz desde 2006. Participa ativamente da construção das agendas de Educação Integral, Inovação na Educação e Exclusão Escolar no país atuando em conselhos e comitês relacionados a esses temas nos últimos anos.
Contribuiu com o Grupo de Trabalho (GT) nacional que formulou o Programa Mais Educação do Ministério da Educação (MEC). É membro do Conselho Estratégico Universidade-Sociedade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do Comitê Nacional para a Busca Ativa Escolar do Unicef e do Programa Líderes Transformadores da Educação da Fundação SM, entre outras iniciativas do campo da educação. Compõe a comunidade ativadora do Programa Escolas Transformadoras no Brasil e o conselho consultivo do programa Escolas 2030 no Brasil.

Tânia Uehara
Possui graduação em Pedagogia (PUCSP) e Licenciatura em Língua Portuguesa e Geografia. Atuou como orientadora pedagógica e educacional por 26 anos na rede privada passando pela Escola Montessori, Colégio Santa Maria, Colégio Notre Dame e Escola Carlitos. Atuou também como docente na rede pública por 20 anos, no Ensino Fundamental I e II (EJA e regular). Atual professora de Geografia na rede municipal de ensino de São Paulo.

Beatriz Goulart
É arquiteta-urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e mestre pela FAU da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde é pesquisadora do Grupo Ambiente-Educação. Criadora do centro de pesquisas e projetos Cenários Pedagógicos, desenvolve projetos de requalificação de espaços educativos escolares e urbanos por meio de metodologias participativas, com projetos premiados na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, no 6º Prêmio Saint Gobain e no prêmio Asbea 2018. Participa, desde a criação, do Centro de Referências em Educação Integral. É consultora e júri do Prêmio Territórios no Instituto Tomie Ohtake desde a primeira edição.

Maria Antônia Goulart
É membro do GT Nacional de Criatividade e Inovação do Ministério da Educação (MEC) e bacharel em Direito pela UnB. Tem experiência na área pública como secretária municipal de Nova Iguaçu (RJ), responsável pela concepção e implementação do Programa Intersetorial de Educação Integral "Bairro-Escola" de 2005 a 2010. Coautora do livro Caminhos da Educação Integral no Brasil (Ed. Penso, 2012), é cofundadora e coordenadora geral do Movimento Down e do Movimento de Ação e Inovação Social (MAIS), coordenadora da iniciativa do Unicef para o livro digital acessível no Brasil e membro do Comitê Gestor do Centro de Referências em Educação Integral.

Muniz Sodré
Nome editorial de Muniz Sodré de Araújo Cabral (São Gonçalo dos Campos, BA, 1942), é um pensador com importantes contribuições nos campos da comunicação, da cultura, da filosofia e da educação. Professor e pesquisador 1-A do CNPq, atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1970. Foi professor visitante em universidades da Espanha, França, Alemanha e países da América Latina, diretor da TV Educativa e presidente da Fundação Biblioteca Nacional. Graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestre em Sociologia da Informação e Comunicação pela Sorbonne, doutor em Letras pela UFRJ, pós-doutor pela Sorbonne e livre-docente pela UFRJ, já publicou cerca de 40 livros e centenas de artigos nas áreas de comunicação, educação, filosofia e literatura e é membro da Academia de Letras da Bahia.

Grupo Contrafilé
Formado em São Paulo, Brasil, no ano 2000, o Grupo Contrafilé é um coletivo de produção de arte e educação que tem como foco encontros com diferentes pessoas, grupos e comunidades, sempre sob uma perspectiva cartográfica que tem como matéria principal de trabalho a escuta e a performatização de afetos e urgências. Atualmente, fazem parte do grupo Cibele Lucena, Joana Zatz Mussi e Rafael Leona,professores, pesquisadores e artistas que entendem a educação como um lugar importante de criação e inspiração, na medida em que contribui para possíveis transformações na sensibilidade coletiva. O grupo participou de diversas mostras, tais como: Meta Arquivo 1964-1985 - Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura (Memorial da Resistência e Sesc, 2019), Talking to Action - Art, Pedagogy and Activism in the Americas (EUA, localidades diversas, 2017-2019), Playgrounds 2016 (MASP), 31ª Bienal de Arte de São Paulo (2014), Radical Education (Eslovênia, 2008), If You See Something Say Something (Austrália, 2007), La Normalidad (Argentina, 2006) e Collective Creativity (Alemanha, 2005). Em todas elas, suas obras estiveram intrinsecamente relacionadas com ações, estratégias e pensamentos educativos. Atualmente o Grupo desenvolve o projeto Escola de Testemunhos.

Saiba mais pelo site:
www.premioterritorios.institutotomieohtake.org.br
Dúvidas
Escreva para premioterritorios@institutotomieohtake.org.br