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José Teixeira Coelho Netto

Professor, Curador, Crítico de Arte e Intelectual brasileiro.
José Teixeira Coelho Netto

foto de Maria Leonor de Calasans / IEA-USP

Teixeira Coelho (São Paulo, 1944-2022) tornou-se Professor Emérito da Universidade de São Paulo em 2015, possui graduação em Direito (1971) pela Universidade de Guarulhos, mestrado em Ciências da Comunicação (1976) pela ECA-USP, doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada (1981) pela FFLCH-USP e pós-doutorado pela University of Maryland, EUA (2002). Na USP além de ser professor titular aposentado, obteve também os títulos de livre-docente e professor adjunto, perfazendo a carreira universitária completa. Foi professor de Teoria da Informação e Percepção Estética e de História da Arte da Faculdade de Arquitetura da Universidade Mackenzie.

(...) Teixeira Coelho é um ser modelado no permanente estado do entre... da dúvida, do ceticismo, da angústia, da inquietação, da crítica, da reflexão no espaço-tempo, no aqui-agora. (...)

Foi Curador-Chefe do MASP- Museu de Arte de São Paulo, Brasil (2006-2015) e Diretor do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), de 1998 a 2002. Foi também Diretor do Idart (Departamento de Informação e Documentação Artística, da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo no CCSP), de 1993 a 1996.

Curador de diversas exposições realizadas no Brasil e no exterior; co-curador da Bienal de Curitiba 2013 e curador-chefe da Bienal de Curitiba em 2015.

É especialista em Politica Cultural e colaborador da Catedra Unesco de Politica Cultural da Universidad de Girona, Espanha. Criador e coordenador do curso de especialização em gestão e política cultural do Observatório Itaú Cultural em colaboração com a Universidade de Girona desde 2008.

É pioneiro, não só no Brasil, como internacionalmente, no estudo critico e poético da cultura, no entendimento do papel da cultura na sociedade atual e da importância das políticas culturais no contexto contemporâneo. Livros como "Usos da Cultura; políticas de ação cultural" (1986), "O que é Ação Cultural" (1989), "Dicionário Crítico de Política Cultural" (1997) são de fundamental importância no estudo dos sistemas de produção cultural, no papel do Estado e da atuação da sociedade civil (público <> privado) diante da cultura e do entendimento dessa relação na contemporaneidade. Essas reflexões, bem como seu interesse na conceituação do Moderno, Modernidade e Modernismo relacionados sempre a realidade brasileira e continental, acrescidas ao seu envolvimento sensível com certas linguagens artísticas, em particular, as artes visuais, impulsionaram uma significativa produção literária e tambem na proposição de curadorias e de projetos de gestão de equipamentos culturais.

É também ficcionista agraciado pelo Premio Portugal Telecom de 2007 pelo livro Historia Natural da Ditadura, publicado em 2006 pela Ed. Iluminuras. Em ficção publicou, entre outros, Niemeyer: um romance (2003), As Fúrias da Mente (1998), O homem que vive (2011). Entre as várias obras publicadas, destacamos ainda: Moderno Pós Moderno (1995); O que é Utopia (1980); Arte e Utopia (1987); O intelectual brasileiro: dogmatismos e outras confusões (1978); Dicionário do Brasileiro de Bolso (2003).

Colaborador de Bravo!, Folha de S. Paulo, Punto de Vista, TodaVia.

Bolsista da Rockefeller Foundation, em criação literária.