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Periódico Permanente, v. 1, n. 1, 2012.

Editorial

Expediente

Sumário


Primeira Seção

Um Grande Museu para São Paulo, por Aracy Amaral

Aracy Amaral contextualiza sua proposta de unificação dos museus de São Paulo, pensada no intuito de oferecer condições de maior projeção para nosso patrimônio artístico. Texto publicado na Folha de São Paulo, 1989.

02/12/2012

Fetiches e Monumentos. Arte pública, iconoclastia e agência no caso dos “Orixás” do Dique de Tororó.

O artigo de Roger Sansi analisa a controvertida construção do monumento aos Orixás, inaugurado em 1998 em Salvador, os ataques e críticas que recebeu e outras apropriações do monumento, propondo uma reflexão sobre a “agência” dos monumentos e outros “fetiches”.

23/06/2007

Uma ideia de museu

A arquitetura da liberdade: assim John Cage descreveu o prédio de Lina Bo Bardi na Avenida Paulista. Reler esse texto escrito por Marcelo Ferraz em 1999 é relembrar os conceitos que a arquiteta projetou em seus planos para o MASP.

02/03/2005

Brasília: Uma Capital Nacional sem um Museu Nacional

Por que o projeto de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa para Brasília não contemplou um grande museu para a capital federal? A questão é analisada por Valerie Fraser, University of Essex. Artigo gentilmente cedido pela autora e pela Manchester University Press, publicado originalmente em The Architecture of the Museum, 2003.

16/09/2005

O Museu de Arte hoje

O museu é um sistema complexo modelado por múltiplas dimensões: tradição, espetáculo, lugar político, promoção social, arena para processos de ação sociocultural, especulação, coorporação, experiência. Esse artigo de Martin Grossmann, professor do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes da USP e curador-coordenador do Fórum Permanente, fornece bases para o entendimento da condição contemporânea do museu.

02/12/2012

O pensamento coletivo, a revista Número Cinco, e uma crítica à crítica

A vontade de retomar a crítica de arte no Brasil através de um espaço aberto a interferências de artistas visuais e, acima de tudo, a noção de pensamento coletivo são, para Maria Hirszman, grandes méritos desta Revista Número, fundada por um grupo de estudantes de teoria da arte, agora em sua quinta edição.

02/12/2012

Um raro espaço para falar de arte

Maria Hirszman, em artigo publicado no Caderno 2 do Estado de São Paulo, comenta a empreeitada do grupo de críticos em formação da Revista Número que, na “decisão de tentar romper com a cômoda ideia de que as artes visuais são por excelência um campo de criação solitária”, acabava de dedicar sua quinta edição a uma interessante análise sobre o estado da arte.

02/12/2012

A Hora do Entusiasmo: os museus espanhóis nas últimas décadas do século XX

Maria Bolaños relata a recuperação dos museus espanhóis após a queda da ditadura franquista, a formação de público para arte contemporânea e o relacionamento da arte com o mercado, espelhado pelo sucesso da ARCO e pela franquia do Guggenheim em Bilbao. Aqui você encontra o texto original e sua tradução para o português.

02/12/2012

Exposição como arte

O artista Iran do Espírito Santo aponta um impasse: o exercício da curadoria deve servir a um propósito que esteja “além de uma prática autofágica e obsessivamente auto-referencial”. Produzido para "A exposição como obra de arte" realizada no Parque Lage (RJ), em março de 2003. Curadoria de Jens Hoffmann.

01/03/2005

El efecto Philco

Cinquenta perguntas acerca do circuito artístico brasileiro, propostas pelo artista peruano Rafael Polar, em que crítica e irreverência estão sobrepostas, e que apontam para o dito “efeito Philco”, relacionado a uma certa opacidade “necessária a todo discurso poético”.

27/02/2005

Perspectivas para o museu no século XXI

O museu que responde às demandas discursivas da arte contemporânea é tanto um parceiro quanto um conceito na produção de obras de arte. Ricardo Basbaum analisa esse duplo papel do museu através da retrospectiva de Matthew Barney no Guggenheim de Nova York e da instalação de Anish Kapoor no Turbine Hall da Tate Modern.

06/06/2004


Segunda Seção

O museu no século XXI ou o museu do Século XXI?

Após um relato sobre o museu nos séculos passados, Durval de Lara Filho elenca alguns requisitos para que o museu na contemporaneidade afaste-se, finalmente, do modelo de templo de objetos consagrados. “Se o museu não mais se dirige a especialistas mas ao grande púbico, surge aí uma espécie de assimetria, pois o livre acesso físico ao museu não garante o acesso pleno às obras, visto como entendimento, compreensão e fruição.”

01/03/2005

Reticências, reflexões e interrogações: o estado da conservação e restauração no Brasil

“O que estamos fazendo com a nossa memória cultural e histórica?”. Isis Baldini analisa o estado da área de conservação e restauro no Brasil, segmento que interfere diretamente na preservação do patrimônio público.

02/12/2012

A potencialidade pura da pintura de Rodrigo Andrade

Gedley Braga, artista plástico e coordenador do Laboratório de Conservação e Restauro do MAE/USP, comenta a exposição de Rodrigo Andrade apresentada na Galeria Marília Razuk: “A pintura atual de Rodrigo Andrade revela um ‘estado de pintura’, ou melhor, uma ‘potência pura de pintura’. Mas em que sentido pode-se dizer que isso ocorre?”

05/07/2005

O Museu e sua Função Cultural

O artista e poeta Almandrade comenta a transferência da responsabilidade cultural para a iniciativa privada e o processo de transformação dos museus em instituições de entretenimento.

02/12/2012

A reeleição de Julio Neves para o MASP, Matthew Barney, Etecetera...

Nosso antigo colaborador Clark Kent testemunha as estratégias de defesa de Julio Neves, então diretor do MASP, em antecipação aos protestos de cinco mascarados juvenis, protegido pelos “tapumes de vidro que atualmente delimitam a fronteira entre museu e população. Até Julio Neves esperava mais da classe artística”.

09/11/2004

A Ocupação do Paço das Artes

Daniela Bousso, diretora do Paço das Artes, esclarece o sentido da "Ocupação", projeto que pretendeu “criar oportunidade de encontros e trocas entre os interessados na continuidade de uma instituição como o Paço das Artes/USP, pois cabe à sociedade civil e ao meio artístico lutar pelos seus interesses”.

02/12/2012

Vista Cansada

Viviane Sarraf, coordenadora do Centro de Memória Dorina Nowill na Fundação Dorina Nowill para Cegos critica a hegemonia da visão sobre outros sentidos esquecidos pelo pensamento museológico: “Para que os museus garantam uma comunicação mais eficaz e abrangente, precisam considerar todos os canais de percepção dos visitantes, não apenas a visão.”

14/10/2004

Como aprender del arte a la hora de reinventar nuestro espacio social

“Um dos maiores desafios da cultura contemporânea, e consequentemente da arte em todas as suas modalidades e práticas, é o de se constituir como um espaço público válido”. Chus Martínez, curadora da Sala Rekalde em Bilbao, Espanha, discute a questão em artigo publicado em janeiro de 2007.

18/09/2005

A Cidade e a Estética do Progresso - por Almandrade

O artista e poeta Almandrade critica os descaminhos da cidade em sua condição submissa ao capital em sua relação com as manifestações culturais: “A arte na cidade que deveria ser a intervenção para restaurar a poética negada pelo capital e pelo consumo”.

14/10/2004

Equipo Crónica

Paula Braga identifica pontos de encaixe entre Histórias paralelas e similares a partir de exposição ocorrida na Pinacoteca: “Fica claro que estudar o pop brasileiro exige não só uma referência ao pop norte-americano mas também um mergulho na produção artística que ocorreu em países que, como o Brasil, receberam a influência de Warhol e Lichtenstein durante uma ditadura.”

05/07/2005

Live Art. O que é Live Art? - por Lois Keidan

Lois Keidan, co-fundadora e diretora da Live Art Development Agency, explica: “Live Art constitui-se essencialmente de obras artísticas temporárias que cobrem diversas áreas e discursos, envolvendo, de alguma maneira, corpo, espaço e tempo. Falar de Live Art é falar de uma pletora de formas de tratar as questões da condição de estar vivo e sua expressão corpórea, algumas das quais ainda nem mesmo existem.”

14/10/2004


Terceira Seção

Partenheimer e o desenho do desenho*

Crítica de Laymert Garcia dos Santos sobre a exposição de Jürgen Partenheimer ocorrida na Pinacoteca do Estado, em que analisa o diálogo entre a cidade e as percepções de São Paulo de que nascem seus desenhos: “Não se trata, evidentemente, de uma cidade qualquer [...]. A rigor, já nem se trata mais de uma cidade”.

04/12/2012

Não toque nas obras (mas as obras podem te tocar)

Crítica de Viviane Sarraf sobre a falta de atenção das políticas culturais dirigidas aos deficientes visuais, a partir de sua experiência na exposição Ascension, de Anish Kapoor, ocorrida em 2007 no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo.

02/12/2012

Desorden, Diseminación y Dudas. El Discurso Expositivo del Museo en Las Últimas Décadas

Nos últimos vinte anos, o museu precisou fazer frente às exigências intelectuais colocadas pelas formas de vida contemporâneas. María Bolaños discute a questão, refletindo acerca da própria maneira de conceber a apresentação de objetos e obras de arte nos espaços expositivos e os discursos intrincados nessas escolhas.

23/06/2007

Que políticas culturais?

Escrito por Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira para o Encontro com a Missão Holandesa, realizado no Centro Cultural São Paulo em 2009: “A cultura e a arte sempre ocuparam um plano secundário no Brasil, o que traz reflexos que se evidenciam ainda hoje. Essa posição trouxe, como corolário, o fato de que uma das características definidora da política cultural no Brasil foi sua total ausência. Em termos mínimos, para que se configure uma política cultural são necessárias intervenções conjuntas e sistemáticas, além de objetivos claros.”

02/12/2012

As arquiteturas de museus contemporâneos como agentes no sistema da arte

David Sperling, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da EESC-USP, discute a atualização da arquitetura do museu por meio da análise das relações entre forma e espaço em dois casos antípodas: o Guggenheim de Bilbao e o MUBE de São Paulo.

02/12/2012

Cena Artística: Arte Contemporânea por Aracy Amaral

Aracy Amaral questiona o poder de impacto das produções artísticas em exposição na cena da arte contemporânea, tendo por base algumas exposições, como a da coleção do Museu Astrup Fearnley, ocorrida na Fundação Bienal: “Haveria algo para se surpreender do que é apresentado?”.

02/12/2012

Entre lampejos, entrevemos uma luz no fim do túnel: impressões sobre a 54a Bienal de Arte de Veneza.

Relato crítico de Beto Shwafaty sobre a 54ª edição da Bienal de Veneza, verificando a pertinência de seu tema, ILLUMInations, e questionando o discurso sobre a potencialidade da arte em “iluminar caminhos para o mundo e formar comunidades” que “na maioria dos casos referem-se apenas à própria comunidade artística participante de uma esfera específica do sistema cultural contemporâneo e global”.

02/11/2011

Perspectivas críticas da curadoria

Relato crítico de Sabrina Moura sobre o simpósio “The Critical Edge of Curating”, ocorrido em 2011 no Museu Guggenheim, discutindo questões que o nortearam: “De que maneira a prática curatorial se posiciona em relação aos aparatos de difusão artística institucionalizados? Em que medida a curadoria implica em um impacto político e social? Quais as suas perspectivas de inovação em um momento de saturação de exposições “blockbuster”?

19/12/2011

Transcrições arquitetônicas: Niemeyer e Villanueva em diálogo museal

Este artigo de Carola Barrios parte do questionamento de Valerie Fraser sobre a falta de um museu de arte em Brasília: “a análise pretende fornecer um quadro crítico sobre o museu em sua dupla condição expositiva: como espaço discursivo para a exibição, e como dispositivo arquitetônico para o consumo urbano, o que significa considerar o museu não apenas como um continente-contentor, mas como uma estrutura racional do pensamento moderno a se concretizar no espaço urbano.”

02/12/2012