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A mímica colonial em Museu Encantador de Rita Natálio e Joana Levi

A mímica colonial[1] em Museu Encantador de Rita Natálio e Joana Levi

por Rita Natálio

Museu Encantador, projeto que dei início em 2012 quando iniciei a pesquisa de mestrado para Papagaios ao espelho[2], Portugal e Brasil são colocados frente a frente como papagaios ao espelho. Museu Encantador propõe um processo artístico em torno da relação histórica entre Portugal e Brasil enquanto relação de imitação cultural, afim de pensar a questão colonial e pós- colonial dentro desse entorno e de trazer essa relação para o presente, tendo em conta que a globalização cultural tende a acelerar a força social da imitação e a dissolver as unidades, logo também os particularismos culturais. A pesquisa teórica de mestrado sobre imitação e redes tornou- se aqui uma prática artística para experimentar e pensar o pós-colonialismo.

O Museu Encantador é essencialmente uma prática artística coletiva e um evento entre duas culturas, uma prática de modelizar a memória e um evento para performar e compartilhar essa memória. No processo de criação, partiu-se de uma noção de encantamento (entre as culturas de ambos os países), abrindo a pesquisa a um fora-de-campo do museu que pudesse ser permeável a acidentes, derivas, práticas surrealistas, afetos, intuições, etc. Proporcionar uma esquiva à dimensão projetual da arte e permitir a intrusão de elementos que desmanchassem a integridade autoral e a integridade conceptual do “projeto”, foi um dos pontos importantes da pesquisa.

Para isto, ao longo de vários meses, o processo de construção envolveu formar uma rede de troca de ideias e de objetos entre vários artistas portugueses e brasileiros, tendo como fim criar uma coleção de arte e pensamento sobre a relação pós-colonial entre Portugal e Brasil que pudesse posteriormente ser visitada fisicamente numa exposição e performance final que foi apresentada no

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Ao todo, cerca de vinte artistas e pesquisadores[3] foram convidados a fazer uma doação para esta coleção em qualquer formato ou suporte, tornando essa rede de relações entre pessoas num espaço de reflexão sobre os significados contemporâneos de fazer um museu. A pergunta que lhes era dirigida era a seguinte: o que doariam a um museu do encantamento cultural entre Portugal e Brasil? Aos poucos, as respostas chegaram sob a forma de vídeos, cartas, emails, fotografias, posters, ensaios, entrevistas, etc, e a tarefa de todos tornou-se pensar uma rede de contágio de ideias, artistas e obras, suspender a necessidade de atribuir uma autoria a cada elemento e deixar que cada fragmento entrasse em composição com os seus fragmentos vizinhos, abdicando da unidade autoral conferida à obra. A doação tornou-se uma palavra-chave para a comunicação e na prática dessa comunicação cada ação, pessoa ou objeto passou a integrar a rede-museu, verdadeira rede de cooperação intercerebral[4].

Para além das doações, outros colaboradores espontâneos fizeram parte da pesquisa, através de correspondências, trocas informais e recolhas de imagens e entrevistas no Pará, Recife e Natal. Nesses lugares, eu e Joana Levi que organizávamos a pesquisa, recolhemos objetos luso-brasileiros associados aos clichês de ambas as culturas, trazendo para dentro da coleção elementos ligados à relação dos estereótipos entre colono e índio, assim como material de souvenirs e de turismo: roupas de explorador colonial dos anos 50, galos de Barcelos, cocares de índio, camisetas da Amazónia, lenços minhotos usados tradicionalmente pelas fadistas portuguesas, busto de Salazar, bandeiras nacionais, cravos alusivos à Revolução de 25 de Abril de 1974, etc. Estes elementos, que compunham a coleção junto com as doações dos convidados, atuavam como figuras de imitação, lugares comuns, clichês de cultura, papagaios de cultura, de modo a que a força-invenção deste projeto fosse gerada pela relação em rede entre artistas através de correntes de imitação, isto é, por uma experimentação de um devir-repetidor que se propunha imitar ou continuar algo já feito.

No final do trabalho, depois de 8 meses de pesquisa, criámos um site (www.museuencantador.com), assim como uma exposição e uma performance onde se misturavam os universos de ambos os países, com dezenas de vídeos, souvenirs, adereços, imagens, etc.

 

Papagaios ao espelho do colonialismo

Um dos pontos mais importantes de Museu Encantador é a relação de analogia entre papagaio e espelho do ponto de vista colonial: o papagaio convencionado como bicho imitador da colónia que repete sem saber o que repete (o imitador colonizado aqui representado pelo Brasil) e o espelho como superfície da metafísica ocidental onde se estrutura toda a relação de desqualificação do simulacro, pela importância atribuída à identidade e ao fundamento da representação (o colono que precisa ser espelho de um Outro, o colono aqui representado por Portugal). Entre o papagaio e o espelho, um processo (civilizatório) de mímica colonial, assistido pelo “desejo de um Outro reformado, reconhecível, como sujeito de uma diferença que é quase a mesma, mas não exatamente” e que, para ser eficaz, implica uma imitação onde se produz “continuamente seu deslizamento, seu excesso, sua diferença”.[5]

A relação entre papagaio e espelho permite pensar o estatuto da imitação dentro do contexto colonial. Tradicionalmente, as relações de imitação entre metrópole e colónia estabelecem uma relação cultural composta de uma ínfima série de repetições (na arquitetura, na música, na língua, na alimentação, nos costumes) que aprisionam o imitador (colónia) ao seu lugar de autômato (experiência do colonizado). O autômato colonial deve apenas imitar a partir da referência restrita da metrópole. Deste modo, a relação colonial estabelece uma relação platónica com a imitação. A relação é platónica no sentido em que emite um certificado de origem para o povo colonizado mediante a relação de imitação que estabelece com a metrópole, tornando o imitador um anexo do original.

Porém, o imitador jamais deve se tornar de facto uma cópia perfeita do colono “civilizado”, já que ser capaz de uma imitação perfeita revela uma ameaça à hierarquia instituída na relação, acabando com a separação entre cópia e modelo. Tanto no caso platónico como no caso colonial, existe uma relação de autoridade e como em todos os casos de autoridade se coloca uma questão de ameaça à ordem instituída.

Deste modo, a imitação colonial é formadora e ameaçadora ao mesmo tempo, pois é instrumento de autonomia e pode também quebrar a soberania. Espera-se portanto que o imitador colonial não seja exatamente igual ao modelo, pois teme-se que a colónia se torne o simulacro da metrópole e quebre a relação de autoridade entre cópia e modelo. Claramente, essa relação de autoridade dificilmente pode ser obedecida, já que se trata de uma relação paradoxal onde a mão que procura segurar a rédea da imitação impede que esta imitação seja demasiado próxima do modelo, ao mesmo tempo que o próprio processo mímico é incontrolável e desconexo do desejo dos habitantes do território colonizado implicado em outras produções de imitações e invenções. A relação de imitação precisa assim ser vigiada e controlada pelo modelo.

Essa relação entre papagaio e espelho, autoritária e inevitavelmente falha, habita os materiais da performance e da exposição final do Museu Encantador. Numa tentativa de desmanchar esta relação de autoridade platónica da imitação, muitos dos vídeos da exposição torcem o sentido desta autoridade, misturando os elementos luso-brasileiros até sua indistinção, ou propagando o sentido das imitações até outras esferas, misturando níveis de realidades classicamente separados.

Por exemplo, no vídeo Ritual de Casamento projetado no espaço da exposição, apresentam- se duas mulheres[6] sem roupas que reavivam uma espécie de história da colonização em quadros, contada através de uma sucessão de encontros onde se trocam, negociam, usurpam ou misturam os poucos objetos que têm disponíveis entre cocar de índio, chapéu de colonizador, ananás, vinho, flecha, etc. Numa simulação dos primeiros encontros entre colonizador e índio, em que a relação de troca e imitação era intrínseca ao encontro, neste vídeo os objetos transitam de corpo a corpo e, ao invés de construírem padrões fixos (do colonizador e do colonizado), prolifera a mistura, uma força-variação. Não por acaso, são duas mulheres e estão nuas, o chapéu de colonizador passa de uma cabeça a outra, troca-se cocar por vinho ou vinho por flecha, tocam-se os seios ou o sexo em troca de algo, e aos poucos se constroem figuras misturadas numa erótica colonial em fuga dos clichês da própria memória cultural[7].

 

Imagem 4 e 5, Stills de vídeo, Ritual de Casamento de Joana Levi e Rita Natálio.


Imagens 6 e 7, Stills de vídeo, Ritual de Casamento de Joana Levi e Rita Natálio.

 

Também na performance que foi apresentada no interior do espaço expositivo no MAM-RJ, o mesmo tipo de processo ocorria. Vagueando no espaço expositivo, três mulheres vestidas segundo o clichê do explorador colonial (clichê que ainda por cima não corresponde necessariamente ao colono que chegou ao Brasil nos séculos XV e XVI mas sim a um imaginário genérico da colonização), vão acoplando nos seus corpos objetos luso-brasileiros recolhidos na pesquisa. São mulheres que se apropriam de um lugar tradicionalmente ocupado por homens onde se segue a máxima de Oswald de Andrade (“só me interessa o que não é meu”[8]) ao mesmo tempo que se reafirma o valor da imitação dos clichês até encontrar uma relação outra com a memória, desfeita dos dualismos. Repetir os clichês aqui, liberá-los das suas referências, funciona como estratégia de liberação de outros sentidos para a memória colonial.

Imagem 8. Registro da performance Museu Encantador ©Eduardo Verderame. As três exploradoras, também chamadas de “Descolonizadoras”, deambulam pelo espaço expositivo, estranhando os objetos da exposição e os seus próprios corpos.

Imagem 9. Registro da performance Museu Encantador ©Eduardo Verderame. A exploradora amamenta um busto do ditador português António de Oliveira Salazar.

 

 

 

Imagem 10. Registro da performance Museu Encantador ©Eduardo Verderame

Exploradora tira as roupas e experimenta a nudez do índio.

 

Imagem 11. Registro da performance Museu Encantador ©Eduardo Verderame

Exploradora e índio misturam-se até à indistinção.

Imagem 12. Registro da performance Museu Encantador ©Eduardo Verderame. Misturadas, as figuras pós-coloniais beijam-se.

Museu e encantamento

Para além da relação entre papagaio e espelho, o Museu Encantador traz ao centro da sua pesquisa a relação entre museu e encantamento, afim de desenlaçar a produção de conhecimento de suas separações codificadas (entre natureza e cultura, entre colónia e metrópole, entre imitação e invenção). Abrigar no mesmo projeto o “mundo científico” do museu e o “mundo mágico” do encantamento, trata de abrigar na mesma casa a mão que limpa e a mão que suja, purgar a heterogeneidade de seu élan dialéctico. Assim, museu e encantamento misturam-se como papagaios e espelhos.

De um lado, o universo museológico e científico, onde o museu ocupa o lugar de fixação da cultura ocidental, onde o tempo é fixado como critério de referência para o movimento histórico. Portanto, o museu como espelho cultural de uma determinada época que fixa na retina da história as relações e as formas privilegiadas, podendo em casos extremos ossificar a cultura, como já aconteceu com alguns museus clássicos da etnografia europeia. De outro lado, o universo mágico do encantamento, inspirado das lendas indígenas brasileiras, onde se busca reconectar diferentes níveis de realidade animal, vegetal e espiritual alargando o espectro do humano. Na exploração da mistura e na subversão das separações, “encantar-se” seria sinónimo de um processo pelo qual os seres ficam cativos de uma relação, suspensos sobre um “feitiço” (por exemplo, na tradição indígena um homem pode virar boto e a mulher fica cativa de uma relação erótica com esse ser errante metade-peixe, metade-homem). Um processo imitativo e animista, onde a separação entre sujeito e objeto perde a sua relevância.

Um dos artistas doadores do projeto – Icaro Ferraz Vidal Júnior – respondia assim num ensaio escrito para o Museu Encantador:

Estar encantado é um processo que se dá quando/onde, entre um gesto e/ou uma materialidade reconhecíveis e capturáveis pela linguagem e suas ressonâncias, algo se passa, excedendo nossa capacidade de compreensão e inscrevendo em nossos corpos um regime dinâmico de afetos, marcado por um maravilhamento indizível e transformador. São terrenos propícios ao encantamento, as experiências místicas, estéticas e eróticas, regimes que colidem em um conjunto de objetos e práticas (tecnologias?) que despretensiosamente descrevemos como encantados. Crucial para que este “algo se passe” é a manutenção de brechas através das quais o acaso irrompa.[9]

Outra das convidadas – Suely Rolnik – exprimia assim a diferença entre museu e encantamento no vídeo Tesouro Escondido que se apresentava no espaço da exposição, junto com outras doações:

A minha ideia para este museu não é que ele seja um depósito de objetos ou de monumentos de época, nem mesmo na arte ou na suposta história da arte. Porque o que importa é que tipo de forças ou de pulsação eram portadores esses objetos quando foram criados. Que tipo de experiência coletiva nos corpos daquilo que estava se passando e que abria no momento outras maneiras de ver e de sentir que tentavam se fazer presentes através desses objetos (...). Então isso que a gente pode pensar para um museu etnográfico, por exemplo, não basta catalogar os objetos porque o que importa é que tipo de experiência coletiva se mantinha pulsando presente ali e que por sua vez teria poderes encantadores no sentido de manter ativa essa experiência coletiva.[10]

Na tentativa de construir um esqueleto da relação entre Portugal e Brasil com estes dois universos (o universo científico do museu e o universo mágico do encantamento), a instalação do Museu Encantador era composta de rascunhos de esculturas e de uma trama de canos de esgoto, onde se penduravam e escondiam dezenas de pequenos objetos em gesso da cultura popular portuguesa e brasileira (Virgem Maria, São Jorge, Oxum, busto de Salazar, galo de Barcelos, etc), souvenirs e artesanatos (papagaios pintados à mão, lenços minhotos, flechas indígenas, etc) e ainda as doações dos artistas convidados que referimos inicialmente. Esta rede de tubos plásticos, material pobre e fabricado em série, funcionava como uma cenografia de osso, orquestrando restos mortais das relações culturais sem hierarquia entre os vários elementos. Esses tubos de esgoto faziam também pensar numa enorme ligação tubular de esgotos entre Portugal e Brasil feita pelo fundo do mar. Nesse espaço instalativo, deambulavam os clichês do colonialismo, a imitação do clichê era replicada até à produção de fantasmas, que invadiam o contexto “sério” da exposição de arte contemporânea com os seus papagaios antropófagos, desobedientes e independentes dos modelos culturais em que foram originados.

Imagens 13 e 14. Registro da instalação
Museu Encantador ©Eduardo Verderame. Os objetos eram ao mesmo tempo apresentados e escondidos dentro de canos de esgoto.

Imagem 15. Registro da instalação Museu Encantador ©Eduardo Verderame. Relação do visitante com a instalação.

Imagens 16, 17 e 18. Registro da instalação Museu Encantador, espaço exterior ©Eduardo Verderame. Objetos mínimos contavam a história da colonização por fragmentos.

Imagem 19. Registro da instalação Museu Encantador, espaço interior ©Eduardo Verderame.

Imagem 20. Registro da performance Museu Encantador ©Ana Gandum. Fantasmas deambulavam com os objetos populares portugueses, fazendo striptease.

Imagem 21. Registro da performance ©Eduardo Verderame. A determinado momento iniciava-se uma dança de terreiro.

Imagem 22. Registro da performance. ©Eduardo Verderame.

Fantasmas

Imagem 23. Registro da performance. ©Ana Gandum. Fantasmas

 



[1] O termo mímica colonial foi apropriado a Homi Bhabha, “Of mimicry and man: The ambivalence of colonial discourse” in The Location of culture, 1994.

[2] “Papagaios ao espelho” é o título da dissertação de mestrado que defendi recentemente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com orientação de Peter Pál Pelbart e com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Neste trabalho, parto das teorias da imitação do sociólogo francês do século XIX Gabriel Tarde, e da sua revisão, já no século XXI, pelo filósofo italiano Maurizio Lazzarato. Esses autores permitem-me pensar os processos de subjetivação contemporâneos como processos onde se explicita uma dinâmica específica entre imitação e invenção na vida individual que, por sua vez, andam lado a lado com a dinâmica do capitalismo neoliberal e das suas desterritorializações incessantes. Para pensar esta temática, a pesquisa é feita em diálogo com outros autores e exemplos, desde a arte contemporânea a episódios retirados da internet.

[3] BRASIL André Lepecki - Pesquisador em estudos de performance e curador, Bruno Rezende & Claudinho Dias — Músicos, Júlia de Carvalho Hansen - Poeta, Gustavo Ciríaco - Artista contextual e performer, Fábio Zuker - Pesquisador, Ícaro Ferraz Vidal Junior - Pesquisador, Helena Katz- Pesquisadora e crítica de dança, professora da PUC- SP, João Penoni -Artista visual, Laura Erber - Artista visual e escritora, professora da UNIRIO, Letícia Novaes - Cantora e compositora, Marcela Levi - Coreógrafa e performer, Paulo Bruscky - Artista visual, Peter Pál Pelbart - Filósofo e professor da PUC-SP, Suely Rolnik - Psicanalista e professora da PUC-SP.

PORTUGAL André Teodósio - Encenador, dramaturgo e ator, Ana Gandum - Fotógrafa, Ana Borralho & João Galante - Artistas na área da performance e instalação, Gonçalo Tocha - Realizador de cinema, Miguel Pereira - Coreógrafo e performer, Rita Brás - Realizadora de cinema.

[4] Termo empregue pelo sociólogo francês do séc.XIX Gabriel Tarde.

[5] Homi K. Bhabha, O local da cultura, tradução de Myriam Ávila, Eliana Lourenço de Lima Reis, Gláucia Renata Gonçalves, 2a edição, Belo Horizonte: Editora UFMJ, 2013, p. 131.

[6] Eu e Joana Levi

[7] Excertos de Ritual de Casamento podem ser vistos em <https://vimeo.com/98768230> (password: museuencantador).

[8] Oswald de Andrade, Manifesto Antropófago, Disponível em <http://www.tanto.com.br/manifestoantropofago.htm>, Consultado em 15 de Novembro de 2013.

[9] Icaro Ferraz Vidal Junior, “O que é encantamento?”, ensaio doado à pesquisa e publicado em <http://

museuencantador.com/doadores/icaro-ferraz-vidal-junio/>

[10] O tesouro escondido: com Suely Rolnik, Paulo Bruscky e Peter Pál Pelbart, vídeo, realização de Joana Levi e Rita Natálio, <http://vimeo.com/111901456> (password: museuencantador).

 

Periódico Permanente é a revista digital trimestral do Fórum Permanente. Seus seis primeiros números serão realizados com recursos do Prêmio Procultura de Estímulo às Artes Visuais 2010, gerido pela Funarte.

 

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